Um motivo simples (e forte) para você ter proteção veicular

Estatísticas de roubo e furtos de carros são alarmantes, mas a maioria da frota circulante Brasil ainda está desprotegida; e olha que a vítima ainda tem muito mais aborrecimentos que o prejuízo financeiro.

Seu carro já foi roubado ou furtado? Se você responde “sim”, certamente nem gosta de lembrar. E se a resposta é “não”, pelo menos, já ouviu um relato a respeito. E é sortudo por não contribuir para números alarmantes desses crimes no Brasil. Ambas as hipóteses serviriam para que você pensasse na proteção veicular para se prevenir, certo?

Errado!

Segundo estatísticas, cerca de 70% dos carros no Brasil estão desprotegidos.

Roubo é diferente do furto

Ao falar sobre “roubo” e “furto” de veículos, suas causas, consequências e – pode se revoltar – as obrigações que recaem sobre as vítimas, é preciso diferenciar um crime do outro. O primeiro caso, que integra o elenco dos crimes violentos, é quando a vítima tem contato físico ou sofre pelo menos ameaça por parte do autor. Quando o veículo está parado em algum lugar, sem a presença do dono ou condutor, e é levado, o caso é de furto.

Importante também não confundir: em qualquer caso em que a vítima é morta no ato de subtração de um bem, o crime é de latrocínio.

Proteção veicular ou a crença: “isso não acontece comigo”

A reflexão proposta aqui é a desproporcional relação entre o número de carros roubados ou furtados no Brasil e o índice de veículos com proteção veicular.

Como já destacado, apenas 30% dos veículos que circulam no país possuem algum tipo de proteção. Isso é muito pouco se considerarmos que, entre 2014 e 2015, um carro foi roubado a cada minuto no Brasil. Os dados estão no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindpeças) informa que a frota circulante no território nacional, em 2016, era de quase 43 milhões de veículos (pensem quanto esse número aumentou até hoje, em 2021). Ou seja: menos de 12 milhões de carros não trarão prejuízos ou, no mínimo, aborrecimentos aos proprietários casos entrem na estatística de furtos e roubos.

Por que é tão grande o número de carros roubados ou furtados?

A resposta passa pela Economia e pela Segurança Pública brasileiras. De um lado, a crise econômica, que resulta numa alta taxa de desemprego, ajuda no aumento da criminalidade. Ao mesmo tempo, com queda de arrecadação, os governos cortam investimentos e a área de Segurança Pública, em todos os níveis, perde verbas.

Nesse cenário, por mais que as forças de segurança busquem conter a violência, faltam recursos humanos e materiais para enfrentar a criminalidade. Pior: não há um planejamento para que os diversos tipos de crime, entre eles roubo ou furto de veículos, sejam enfrentados de forma estratégica.

A nossa legislação, que engessa o sistema de Justiça, dificulta a punição dos agentes criminosos. Tanto que não é raro policiais reclamando que prender suspeitos de crime é como “enxugar gelo”. Além disso, roubo e furto de veículos são atrativos para quem atua à margem da lei. Entre outros motivos, listamos alguns:

  • O valor um carro sugere um bom retorno financeiro
  • Há quadrilhas especializadas em adulterações que facilitam a receptação
  • O desmanche ajuda na venda rápida e rentável das peças
  • Um carro é instrumento primordial para a prática de outros crimes

Número de casos não encarece a proteção veicular

O número de roubos e furtos de veículos no Brasil é alto. Mesmo assim, poucas pessoas pensam em se preservar de prejuízos. Queremos ajudar na reflexão sobre o que leva tantos proprietários de veículos a não fazer proteção veicular.

Ora, uma das consequências da alta taxa de furtos e roubos de veículos é excassez e o alto valor dos serviços do seguro tradicional. Mas o mesmo índice não aumenta o preço da proteção veicular. Ou seja: não vale a pena seu carro ficar desprotegido.

O custo é 70% menor da proteção veicular em relação ao seguro tradicional. Sem contar que as associações que sustentam essa proteção automotiva dispensam a análise de perfil costumeira nas seguradoras. O diferencial da proteção automotiva está também na facilidade para aderir ao sistema.

Tem o tal registro do “Impedimento do veículo”

E se a decisão é ignorar o prejuízo no caso de furto ou roubo de veículos, não há como escapar de pelo menos um dos aborrecimentos imediatos para quem é vítima desses crimes. Está na legislação que o proprietário precisa formalizar o impedimento do veículo. Os estados e a Base Nacional de Veículos precisam ser informados. De um jeito ou de outro, melhor é cumprir o que manda a lei. Quer um exemplo? Se o seu carro for flagrado em posse de alguém supostamente cometendo crimes, você terá que se explicar na Polícia. Convenhamos: ter que prestar contas sobre algo que não é de sua responsabilidade é muito mais que constrangedor.

Conclusão

Fazer proteção veicular é uma opção do proprietário. O que cada um de nós não está livre é do risco. Em caso de roubo ou furto, o proprietário tem obrigações a cumprir. Há quem diga que custos com plano de saúde e com proteção veicular são quase como obrigação. E quem faz tem quase certeza de que nunca vai precisar. Os dados de furtos e roubos no Brasil sinalizam o contrário e é bom ficar atento a isso.